De todas as coisas que você me deu, a melhor delas certamente foi a chance de escolher, escolher você, escolher ficar contigo e atravessar com algum alívio os dias que eu quero simplesmente morrer pra não ser intimado a depor sobre o meu sumiço. Você me ensinou muitas coisas, a melhor delas, me ensinou que o amor verdadeiro sempre espera um pouco mais pelos abraços atrasados.

Gabito Nunes   (via nando12)

(Source: brendaacs)



Passei a vida quase toda tentando entender como as coisas funcionam, e foi tudo uma perda de tempo. As coisas funcionam sem ordem alguma, mudando sempre os seus caminhos.Aprendi que as pessoas que falaram que iam ser para sempre, um dia seguem caminhos diferente dos meus. Que molduras boas, nem sempre salvam fotos ruins. Que amor não se pede, simplesmente se conquista. Que as atitudes as vezes por mais simples que sejam valem mais do que lindas palavras. Aprendi tanta coisa nesse tempo que passei pela vida que se fosse colocá-las no papel perderiam a graça. O interessante é quando descobrimos as coisas sem ninguém pra nos ensinar por onde caminhar. Tenho aprendido a sorrir com os tombos da vida, que as pessoas quando partem deixam saudades mais é preciso aprender a conviver sem elas. Porque a vida é muito curta para parar e dá uma chance para que concerte as coisas. É preciso dos erros pra ter histórias, e histórias pra contar aos outros.



As vezes me dá um nó na garganta, uma vontade de chorar, de sair por aí e nunca mais voltar. Tentar esquecer tudo que um dia eu fiz, meus erros, meus acertos, tudo! Viver uma nova vida, num lugar distante de tudo aquilo que passei, deixar tudo pra trás. Viver pra muitos é um sonho, há tantos por aí que almejam ao menos um minuto de vida, um último respirar, mas e quando a Vida se torna um pesadelo, e quando aquele seu belo sonho de ser feliz, encontrar alguém que te ame, que cuide de você, te dê carinho, atenção, o AMOR acaba, desaparece como fumaça … Por que tudo que existiu entre nós teve que se acabar, por que nossos planos de sermos felizes se desmancharam tão depressa, talvez essas sejam perguntas para as quais nunca terei respostas. Feliz aquele que conquistar seu coração…

Bruno Píres (anônimo) - (re-novada)


Ela é tão livre que um dia será presa.
“Presa por quê?”
“Por excesso de liberdade.”
“Mas essa liberdade é inocente?”
“É.” “Até mesmo ingénua.”
“Então por que a prisão?”
” Porque a liberdade ofende.

Clarice Lispector (via amarg4mente)

(Source: trecho-de-livros)



Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. Na minha memória tão congestionada, e no meu coração tão cheio de marcas e poços, você ocupa um dos lugares mais bonitos.

Caio Fernando Abreu (via amarg4mente)

(Source: inc0nformada)



Joguei meu coração pela janela, mandei ele ganhar o mundo, ir além das minhas fronteiras. Mandei ele viver coisas novas, bater, pulsar, sentir. E ele foi, e nem mandou lembranças. Depois tive que sair proucurando e, finalmente achei; largado na sargeta, bem sujo e arranhado. Quase num reconheço, me despedir de um coraçõ rosinha e risonho e recebo de volta um todo opaco e furadinho.Tratei dele, por tanto tempo, quase dessiti. Danos graves, quase num se repara. Mas ele é forte num é? Sarou, ou tá sarando, nem sei dizer, ele também num diz, ficou mudo. Ficou medroso, não quer mais arricar, num quer mais se aventurar na vida. Não quer mais saber dessas coisas, elas sempre terminam em escolhas, e ele sabe bem que nunca é o escolhido. Agora eu mando ele ir, e ele me diz: fecha a janela, passa trico, daqui num saio. Levo ele pra fora e ele fecha os olhos, se trava, me trava, se defende. E então ficamos nós, olhando daqui, ele querendo sossego e eu pensando em voar.

N.B.  (via forcejar)

(Source: meliet)



— Meu Deus, Rudy…
Inclinou-se, olhou para seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de termos do anarquista. Liesel beijou-o demoradamente, suavemente, e quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedos. Suas mãos estavam trêmulas, seus lábios eram carnudos, e ela se inclinou mais uma vez, agora perdendo o controle e fazendo um erro de cálculo. Os dentes dos dois se chocaram no mundo demolido da rua Himmel.

A Menina que Roubava Livros (via trecho-de-livros)


Um clichê. Ser sozinho é tão comum, estar acompanhado também. Estar apaixonado, arrependido, magoado, ser roubado, rotulado. Tão comum, tão entediante. Se afogar nos lençois, colocar no play aquele música que exala melancolia, ver aquele filme romantico que sempre tem a moçinha desamparada e o tolo em busca de um amor, tão clichê como um final feliz. Um amor não correspondido, daquele que te faz explodir versos e textos ao teu amado, que nem sequer sabe o teu nome, nem sabe do teu existir e se ao menos souber teu nome, pouco se importa. Tentar controlar os sentimentos, fingir de durão para não sair como a vitíma mal amada da história. Procurar nos livros um escape do mundo que só te faz querer mais alguém pra amar e poder desfrutar bons momentos, mesmo sua árvore não tendo raiz. Tudo tão comum, tão clichê, tão hoje. Dificil mesmo é encontrar alguém disposto a ser feliz sozinho, que se priva de amar por medo de chorar. Dificil é encontrar um ser sorridente, que admira o tanto o sol que seus olhos nadam por horas e teu pensamento voa longe, dificil é escrever sobre amor sendo feliz, dificil é ser.
Ser.

Hélida Carvalho  (via forcejar)


  • Amigo: — Cara, você se arrependeu de ter terminado com ela?
  • Ele: — Olha pra mim, você acha que eu me arrependi? Eu saia sexta e só voltava segunda de manhã pra trabalhar. Eu peguei a mãe, a filha, a prima, a tia e só não peguei a vó da vizinha, porque ela tinha hemorroida. Eu tinha cortesia pra entrar nas melhores baladas. Eu esnobei as garotas que todos os homens queriam pegar. Transei de segunda à sábado, e domingo eu via futebol. Detalhe, sem ninguém me chamando pra ir ver a porra do casal feliz no Faustão ou sei lá o que. Me mandavam mensagens o dia todo e se você perguntar se eu li alguma eu vou te dizer que não. Eu podia ver filme pornô, levar a guria que eu quisesse pra minha cama e depois chamar o taxi pra ela ir embora pra eu não precisar gastar gasolina, porque convenhamos, tá cara pra caralho. Eu era o que elas queriam de qualquer jeito. E eu, queria todas de qualquer jeito, mas só um pouquinho cada uma. Chamava todas de bê, pra não errar o nome de nenhuma. E por que diabos elas achavam que isso era fofo? Eu ia pra academia as três das tarde e voltava as oito da noite. Tenho uma coleção de calcinha perdida na última gaveta da minha estante. Eu saia na rua com o som alto no carro e podia escolher a dedo, quero essa, depois essa e mais tarde, essa. Na minha geladeira nunca tinha uma caixa de cerveja, eram no minimo quatro. Eu não devia nada pra ninguém. A única guria que me cobrava alguma coisa, era minha mãe. Me cobrava minha cueca lavada e só. Não tinha que ir no cinema ver as comédias românticas e falar “own amor, eu faria o mesmo por você”. Não tinha que deixar de ir pra balada pra fazer um lanchinho em família. Não precisava me preocupar em horário e olhava pra quem eu queria na rua. Minha casa tinha festa toda quarta. Camisinha aqui tinha do Bob Esponja até das Três espiãs demais. E eu ainda dava de brinde um moranguinho pra cada garota. Meu trampo era sentado na frente do computador. Peguei tua irmã cara. A amiga dela. A Carolzinha filha do Prefeito da cidade. A Jú filha do gerente do banco. Loira, morena, ruiva, que gostava de pagode até a que gostava de gospel. Eu tinha o mundo na minha mão. E você me pergunta se eu me arrependi? Me arrependi caralho. Porque toda essa porra de vida perfeita nesses 4 meses que fiquei sem ela não teve valor nenhum depois que eu vi ela sorrindo de um jeito que nunca sorriu pra mim, pra um outro cara aí. Pra um vagabundo desgraçado que vai fazer ela feliz, porque eu, eu não fiz ela feliz e ainda mandei a melhor coisa que eu tinha na vida me esquecer. E sabe o que é pior? Ela me obedeceu.